Mais que existir. Viver, lutar, vencer. Slim Rimografia causa impacto neste single, uma obra diferente de tudo o que já foi feito em sua carreira. O que permite esta ousadia ao cantor é o amadurecimento dos últimos quatro anos desde o último álbum e uma nova visão do mundo. Além de ter sido pai, perder amigos, ganhar outros, Slim passa a se aceitar melhor como artista, o que avalia ser parte de sua evolução com sua música, e demonstra isso sem preocupação com os rótulos. E Thiago Beats, após trabalhar junto com Slim nos dois trabalhos anteriores, o acompanha em toda a produção deste novo disco, que conta também com os arranjos de Filiph Neo, consolidando o Projeto Slim Rimografia & Thiago Beats.
O single Mais que Existir, com a participação de Karina Izalino e DJ RM nos refrões, propõe uma reflexão sobre os desafios enfrentados diariamente e faz parte do álbum de mesmo nome. Com referências do rock, com guitarras no refrão, Slim explica que quando escreveu a música sentiu a necessidade de fazer o refrão gritar. Entre o silêncio da madrugada, que incita a reflexão, e o caos do dia a dia, as guitarras explodem, nos incentivam a tomar uma decisão, e a música nos tranquiliza novamente. “Independente de qualquer coisa, é preciso seguir em frente e fazer as coisas que te façam se sentir vivo de verdade”, declara Slim.
“Ouço a minha música como se não fosse minha para entender como estou me comunicando com as pessoas. Chegar a elas é um dos focos principais”.
Com previsão para lançamento em novembro, o álbum vem com sentimento e com um artista disposto a enfrentar as críticas e o possível estranhamento de um público não acostumado com este olhar do rapper.
Viver é bem mais que existir Não questione o porquê não pode voar, Alegre-se, você pode correr. VIVER!
Periferia tem festa, tem alegria, tem curtição. Quem pensa que na periferia só tem tráfico, violência e sofrimento, é porque nunca viveu ou conviveu na periferia. Ndee Naldinho é daqueles rappers que são o verdadeiro estilo favela. Ele canta o que vive. E por isso, não há hipocrisia.
Não há nada mais periferia do que rap e samba. Ndee Naldinho resolveu reunir os parceiros do grupo Art Popular e juntos gravaram A Arte do Gueto. Ele queria fazer uma música em homenagem ao rap e ao samba e convidou o Art Popular para participar. “Gravei com o Art Popular, porque vejo neles uma identidade com o povo do gueto e também porque sou amigo do Marcio. O convidei por ele representar na voz, no profissional, e é uma boa pessoa... O Marcio é um mano que gosta de rap nacional. Convidei alguém que tem identidade musical com o gueto. Art Popular é um grupo, na minha visão, que fala de amor, de diversão, e isso é algo que a periferia curte sim!!! Nessa música nós estamos exaltando o rap e o samba que são um patrimônio do nosso povo. O rap e o samba são do gueto, são de pessoas de origem do povo bom trabalhador, povo que luta para conquistar e por isso eu convidei e gravamos com a Art Popular, com muito orgulho”, declara o Preto do Gueto.
A criação musical teve inicio com algumas idéias que Naldinho tinha em mente. A intenção, desde o começo, era fazer um som que tivesse a cara do Partido-alto - que é um tipo de samba mais raiz. “Queria fazer um rap com samba que tivesse a cara do samba de partido-alto, com percussão e uma batida que mostrasse a base do rap rolando junto com o samba com muito swing de samba de roda, samba de bar, coisa desse tipo... O mais o importante, acredito que tanto paro o Márcio quanto para mim, é que fizemos uma homenagem a dois estilos musicais que realmente representam a periferia... O rap e o samba.
A mistura de rap com samba não é novidade no rap nacional. E para Naldinho, essa mistura nunca vai ser mal vista. “Isso já se faz há tempos, essa mistura do rap e do samba nunca vai ser mal vista, pois é como eu disse antes... O rap e o samba representam a periferia, tem identidade com nosso povo, eu só fiz algo mais pro estilo da pegada de partido alto porque eu curto muito samba antigo e tem mais a cara da quebrada, mas já existem no nosso Brasil muitos que fazem isso também”, comenta o rapper.
O novo disco de Ndee Naldinho está em fase de finalização e será lançado em fevereiro de 2010. O Portal Rap Nacional vai trazer em primeira mão todas as novidades sobre o novo álbum, em uma entrevista exclusiva que vamos fazer com Ndee Naldinho.
"A286 “NA MESMA TECLA” mais verdadeiro e sincero que nunca, sem previsão de mudar uma vírgula, pois enquanto houver injustiça social em relação ao pobre, enquanto houver sangue pra limpar, velório pra chorar, gambé pra nos matar, juiz pra nos condenar, pulso pra algemar, escravidão pra acabar, história pra enganar, féto pra abortar, tirania pra democratizar, fila pra esperar, paz pra sonhar, lei pra burlar, bomba pra detonar, guerra pra cessar, socorro pra gritar, esperança pra alimentar, opinião pra mudar, doença pra curar, dinheiro pra roubar e o homem pra errar, dizimar e matar. Ainda tem e sempre terão os sinceros pra denunciar, o RAP verdadeiro, sem moralismo e dogmas, enfim enquanto houver motivo, A 286 será a voz do exército dos excluídos !!!" - Moysés - A286
Hoje é o lançamento do mais novo trabalho do grupo FAMILIA LDR (Lokos Da Rima) com o single "Honra", onde o mesmo foi produzido pelo Dj Caíque, contendo a participação do Doncésão. O som está muito bom, vale a pena conferir...E a VANGUARDA DO RAP NACIONAL juntamente com o ESCRITA HIP HOP fez uma pequena (Só para ilustrar essa nova jornada do LDR) com o Jóta LDR, e em seguida o link desse ótimo trabalho.
VdRN & EHH - A Cultura Hip Hop é uma forma de reação a violência sofrida pelas classes menos favorecidas, é reivindicação, você acham que a cultura esta perdendo esse essência?
Jóta LDR - Ótima pergunta. Que está perdendo a essência é notório, falo isso sem medo nenhum dos guardiões do templo "R.A.P", mesmo por que também sou um deles rs. A questão é, aonde estão as leis do hip hop? o bambata as tem? por que eu nunca ouvi falar nada oficialmente. Eu respeito a essência, sei como tudo começou, luto pela raiz desse movimento, mais não posso dizer que quem faz outras vertentes esta errado (Quem pode?). Ja passei da fase de criticar os aventureiros, ou os "reinventores" do hip hop. Antes de tudo pregamos a liberdade, o direito de ir e vir. Que assim seja no hip hop. Tem uma rima que eu escrevi a um tempo, só falta achar o som certo para encaixa-la. "A gravadora manipula até o flow do infeliz, mais enquanto eu tiver vivo existe rap de raiz" (Isso por que eu parei de criticar (hahaha)
VdRN & EHH - Podemos dizer que o Rap anda lado a lado com o crime devido ser um estilo das ruas e relatar uma realidade triste das periferias, consequentemente se torna um estilo musical muito complexo. Vocês acham que o Rap pode ser interpretado de forma errada por adolescentes/crianças, e assim leva-los para o caminho do crime ou das drogas? Se sim, como mudar isso?
Jóta LDR - Sem dúvida, a interpretação é livre né, irmão? Do meu estúdio a minha intenção é tirar os moleques do crime, da vida bandida, faze um som mostrando a "real realidade" como isso vai chegar no barraco dele é outra fita. Um exemplo é a música eu sou 157 do racionais. Ali fica claro, vai pro crime? se fodeu, é um caminho sem volta uma hora ou outra se vai rodar. O Brown deixo bem clara a idéia. Ja nas ruas cansei de vê moleque pagando de bandido, achando bonito se ladrão e cantando o refrão do som. Agora como eu vo muda isso a partir do momento que nada é unânime? aquilo que eu quero passa nem sempre é o que você vai assimilar.
VdRN & EHH - Para um grupo novo de Rap gravar um CD e divulga-lo é uma tarefa muito dificil, muitas vezes impossível. O que falta para que talentos da periferia, não apenas do rap, não sejam desperdiçados e assim sugados para o crime?
Jóta LDR - Vi uma matéria há alguns anos que conta a história do sabotage, onde o hood e o sandrão (Mais alguns manos que me falha a memória agora) descobriram ele e foram no barraco dele conhece-lo. Depois disso ja viu né? "Oportunidade" mano. O sabotage gravo um dos discos mais fodas da história do rap morando no meio do lixo irmão. Não preciso cita o Dexter que gravou um disco influente pra caralho diretamente de um cubículo dentro do Carandiru. Me diz quantos Ronaldinhos deve ter espalhados pelos campos de terra das favelas? Quantos tupac’s trancados nos sistemas penitenciários? Quantos zecas nas rodas de samba de boteco? Nessas horas aonde ta o Luxemburgo? Aonde estão os Produtores? Enfim vários talentos espalhados que ninguém sabe, ou até sabem porém alguns preferem gravar afilhados "sem o dom'' do que dar oportunidades pra "talentos" ocultos.
VdRN & EHH - Sabendo que vocês são fãs assumidos de Tupac Shakur, digam, o que um jovem que foi morto com 25 anos de idade mostrou para o mundo com sua letras violentas e sua personalidade forte?
Jóta LDR - Sou suspeito pra fala de Pac, acho ele o rapper mais influente de todos os tempos. Não vou nem citar o pioneirismo em diversos aspectos. O que ele mostrou para o mundo é que "você pode mano" ele mostrou para o mundo " que o mundo é nosso"
VdRN & EHH - Nós tivemos a oportunidade de receber esse single em primeira mão, e nele tem a seguinte passagem “Lealdade vem primeiro, antes de status e dinheiro...” Baseando-se na finalidade de obter apenas o dinheiro com o RAP, o que você acha de grupos que fazem o chamado “Rap Comercial”?
Jóta LDR - Se a finalidade do Rapper/Grupo for fazer a música apenas por dinheiro, pra mim não tem diferença nenhuma o cara faze rap comercial e rap de protesto. Eu vou respeitar mais um mc comercial que faz por amor, do que um revolucionário de cachê(E olha que tem vários). Eu Jóta, a LDR faz rap de raiz e de protesto sem ganha nada com isso, a diferença é que não fazemos o sofrimento se tornar demagogia. Deus me deu a oportunidade de fazer RAP POR AMOR COM AMIGOS, e entre a gente a nossa LEALDADE ta acima de qualquer estatueta.
VdRN & EHH - Qual a diferença do antigo para o mais novo Familia LDR?
Jóta LDR - Evolução musical e profissionalismo mano.Esses 3 anos sem por nada na rua me fez evolui muito. Ouvi com atenção todo tipo de rap, ouvi muita musica mano, musica de verdade. Eu aposto muito em trabalhos como esse EP da LDR, como os trampo da Família GNA e meu mano Branco tipo A de goiania. Por que são rappers que falam da rua, mantem a essencia com evolução. Não é só rima em cima da batida com voz de mal e pose de bandido. Existe melodia, existe métrica, levada.
VdRN & EHH- O Rap realmente está evoluindo, está crescendo...Ou esse número são só de Mc's virtuais? Como você analiza essa questão de termos tantos grupos mas ao mesmo tempo pouco espaço?
Jóta LDR - O hip hop é um fogão. A panela de pressão uma hora explode.
VdRN & EHH - Existe regra no Rap? Jóta LDR - No meu existe. Ou escreve a SUA verdade ou vire um clone de suas influências. Caso você fique com a segunda opção nem me chame pra toma uma breja.
VdRN & EHH - Espaço aberto fiquem a vontade.
Jóta LDR - Um salve pra toda família que acompanha os trabalhos da LDR a todas as pessoas que encaram o hip hop com profissionalismo e seriedade. Um salve pra Vanguarda e pro escrita, valeu pela oportunidade [Sem mais salves por que o pânico não me paga nada rs). Ouçam o SINGLE HONRA, propaguem a idéia de LEALDADE na FAMÍLIA, seja ela de sangue ou não. Dinheiro é só ego, ego é só individualismo, e o único lugar que você vai sozinho é pro tumulo...
Para escutar esse ótimo trabalho da Familia LDR, com produção do DJ Caíque e participação do Doncesão, CLIQUE AQUI
"...Estamos em uma época em que varios mc´s falam de transição no movimento Hip Hop e principalmente no RAP. Varios grupos e mc´s mudando radicalmente seus estilos se sujeitando as novas tendências, tanto por status como pela busca do tão almejado dinheiro. Enquanto isso acontece, você ve amizades sendo contestadas, condutas reveladas e verdades vindo a tona como um soco na boca do estomago de quem as protagoniza.
No meio disso tudo surge o SINGLE "Honra". Espírito de família, filosofia Corlleone, Lealdade, Orgulho, Princípios.
Em “Honra” os Mcs Jota, Roko e Vh2 travam um paralelo sobre a relação entre a família LDR com a máfia italiana. As diferenças de ofícios são bem claras, assim como as de cifras bancárias e de localização geográfica.
Entretanto, a criatividade dos Mcs faz a comparação de modo original, expondo um pouco do estilo de vida desses moradores do Lauzane Paulista, exaltando alguns dos princípios que são comuns as duas “famílias”. Todo esse pensamento é perfeitamente traduzido em cima de mais um beat incrível produzido pelo DJ Caíque." - Por JÓTA LDR.
O rapper Pregador Luo, do Apocalipse 16, compôs a música tema do campeonato de MMA (Vale-Tudo) Eagle Fighting Championship que acontece em Guarulhos/SP, no próximo dia 26.
Luo lançou recentemente o CD Música de Guerra – 1ª Missão, que contém os temas de entrada de grandes lutadores brasileiros de MMA, como Vitor Belfort, Anderson Silva, Pedro Rizzo, Maurício Shogun Rua, Thiago Silva, Jorge Patino Macaco, Gesias Cavalcante, Rafael Feijão, Cosmo Alexandre, Rogério Minotouro, Lyoto Machida e Wanderlei Silva.
Devido a toda experiência do rapper e sucesso de seus temas anteriores ele foi convidado pelos organizadores do Eagle FC para desenvolver a faixa tema do evento. E o Portal Rap Nacional traz para você esse som inédito do Pregador Luo.
Saiba onde o Pregador Luo vai fazer show: 16 DE OUT-RIO DE JANEIRO-RJ 23 DE OUT-MANAUS-AM 31 DE OUT-MACAPÁ-AP 13 DE NOV-FLORIANÓPOLIS-SC 14 DE NOV-RECIFE-PE 21 DE NOV-OURO BRANCO-MG 05 DE DEZ-SUMARÉ-SP 08 DE DEZ-PORTO ALEGRE-RS
PORTAL RAP NACIONAL: Qual a atual formação do detentos do Rap ? Mano Reco: Daniel Sancy, Mauricio DTS, DJ Colina e Mano Reco.
R.N.: O Mano reco saiu ou continua no Detentos ? Mano Reco: Continua. Fiz um combinado com os manos que voltaria desde que eu pudesse falar sobre a realidade que vivo hoje, que é o evangelho. Os manos sem demora aceitaram, e a grande prova disso é o novo CD, um disco que tivemos o cuidado em não perder as idéias, porém com mais consciência humana e social.
R.N.: Mano Reco chegou a sair do Grupo? Mano Reco: Sim. Quando me converti, comecei a trabalhar em prol de minha carreira solo, na produção do meu CD "A verdade dói mais liberta" e um DVD de documentário, onde pude contar com participações de muitos nomes do rap nacional circular e gospel, além de um amigo do samba, o Salgadinho. Estes trabalhos me proporcionaram a felicidade de passar para o meu público como Deus pode mudar nossa vida para melhor. Seria contraditório compactuar com as idéias do disco Deus do Morro, por isso optei em ficar de fora.
R.N.: Mano Reco deixou sua carreira solo para se dedicar apenas aos Detentos? Mano Reco : Não, pelo contrario minha carreira solo é uma forma de evangelizar, através de meus shows, palestras, CD ("A verdade dói mais liberta") e meu DVD ("Cada luz uma historia" ), mas consigo conciliar muito bem. Quando não estou fazendo shows com Detentos, caio na estrada com a jornada (minha banda).
R.N.: Qual será o nome do novo disco do grupo e quando estará nas lojas? Mano Reco: O Titulo do novo trabalho é O Juiz + justo é o tempo, estará nas lojas a partir de outubro, mas a galera já pode desfrutar o novo trabalho através das músicas que estão no CD promocional será um presente para quem comprar o ingresso antecipado para o show que acontecerá dia 10 de outubro em Osasco.
R.N.: Quem está produzindo o CD e quem vai participar ? Mano Reco: A produção fica por conta do DJ Dri (Metralhas) , que tecnicamente fez do CD um trabalho de primeira grandeza. O estúdio 1dasul também proporcionou tecnologia para que o trabalho ficasse perfeito.
As participações são surpresa, rs. Mas vou contar só uma delas... Facção Central. (Donwload aqui no Portal Rap Nacional)
R.N.: Vocês têm medo do rumo que o rap nacional possa tomar no futuro? Mano Reco : Não, tudo tá no controle de Deus. Mais a conseqüência dos erros, vamos pagar.
R.N.: O que mudou na personalidade do grupo desde o seu inicio até hoje? Mano Reco : Acho que a principal mudança foi a consciência da responsabilidade que um microfone nos dá. Ao passarmos a informação através de nossa música, somos responsáveis por nossos atos. O artista precisa ter consciência de que é um formador de opiniões e que a moleca não é boba, eles sabem quem é quem, não adianta passar uma idéia se ela não bate com nossas atitudes. Nesse ponto amadurecemos de mais.
R.N.: Existem milhares de grupos de rap, espalhados pelo Brasil, que sonham em gravar um disco e fazer sucesso. Só que o sucesso chega para poucos. Qual recado você deixa para esses grupos? Mano Reco: Tudo na vida tem um começo meio e fim, com uma carreira não é diferente, se pular o início quando chegar no fim terá que voltar ao começo novamente , digo isso porque aconteceu comigo, foi difícil superar mais eis me aqui, fortalecido.
R.N.: As grandes mídias, principalmente emissoras de televisão, aos poucos vem utilizando o rap na programação. São personagens de novela, mini-séries, entrevistas, entre outras formas. Você acha que isso pode ajudar ou prejudicar o rap nacional? Mano Reco: Se as oportunidades forem dadas à quem pensa, sabe falar e luta por respeito a nossa música, será uma vitoria para o rap, porém se colocar gente despreparada, será novamente uma tragédia e voltaremos a ser marginalizados.
R.N.: O que o pessoal vai conferir no show de pré-lançamento do Detentos do Rap ? Mano Reco: Vai ver um Detentos mais experiente, estruturado e uma produção artísticas nunca vista no rap. É só chegar e conferir.
R.N.: Como contratar o Grupo? Mano Reco: 11. 3253.3843, na Vocal Musical.
R.N.: Quem comprar um ingresso ganha um cd promocional, é isso? Mano Reco: Isso mesmo.
R.N.: Qual a importância do Portal Rap Nacional como veiculo de comunicação do nosso RAP? Mano Reco: Acho que a internet hoje é um principal canal de divulgação do rap. É onde o moleque que não tem condições de gravar seu CD consegue mostrar seu trabalho. É onde o fã que está em qualquer canto do mundo pode encontrar as novidades dos grupos, as músicas, os eventos... A grande prova disso é o sucesso e a repercussão do site Rap Nacional. Um site que tem contribuído com a divulgação do rap, a prova disso são seus 16 mil de acessos diário, de jovens em busca da informação da cultura Hip Hop.
Nome completo: Carlos Eduardo Taddeo. Data de Nascimento: 24/08/75 Em que ano começou no Rap: 1989
RAP NACIONAL: Quais as novidades que o público pode esperar para 2009? É verdade que você está preparando um DVD e um livro? Conte um pouco sobre esses projetos. EDUARDO: Atualmente, estou trabalhando apenas em um projeto literário. A obra já está na sua fase final de elaboração. Acredito, que em breve o público poderá conferi-la. O que posso adiantar a respeito, é que, como todas as letras que escrevi até hoje, a linha de denúncia, protesto e militância política e social, estará expressa de forma indelével em cada frase do meu livro. Os opressores querem nos entorpecer mentalmente com suas mentiras e nos destruir. O conteúdo do meu trabalho, virá com a missão de ser uma ferramenta de resistência a mais da favela. Uma espécie de segunda opinião sobre tudo que nos é exposto como verdade plena e irrefutável. Além de tentar é óbvio, inserir vários manos que nunca folhearam um livro, no mundo impar da literatura. Chegou a hora de todos compreenderem que o pm lê pra matar, que o juiz lê pra condenar, que o político lê pra dizimar o povo, não podemos mais nos dar ao luxo da ignorância e da desinformação. Sei que é muita pretensão da minha parte, tentar lutar contra órgãos públicos, contra substâncias tóxicas, como o álcool e o tabaco e contra a lavagem cerebral feita por meia dúzia de famílias que administram e comandam a comunicação brasileira, com um maço de papéis repletos de idéias não convencionais. Mas, se cada um fizer sua parte, manifestando sua repulsa ao atual quadro de barbárie que vivemos, já será um avanço muito grande. Em relação à parte musical, os manos que admiram meu trabalho podem ficar tranqüilos que existem vários planos sendo arquitetados. Asseguro, que diversas novidades estão a caminho.
R.N.:Você acredita que 2009 vai ser um ano forte para o rap nacional? Por quê? EDUARDO:Quando analiso as atuais condições do rap nacional, sempre procuro fazer uma distinção entre a parte humana e o lado mercadológico. O lado comercial e empresarial, a exemplo de todos outros estilos musicais, sofre severamente as conseqüências nefastas da pirataria. Infelizmente, o rap nacional, além dos estragos causados pelas copiadoras de CD´s e DVD´s, ainda conta com outros problemas que impedem ou retardam a sua evolução. Por ser um grito de revolução saído da periferia, as nossas rimas carregam o estigma atribuído pela sociedade burguesa, de ser a música feita de bandido pra bandido. Não que eu não faça música pra bandido, pelo contrário, faço música pra bandido, pra dona de casa, pra estudante, pra viciado, pra trabalhador, pra presidiários, etc. Enfim, faço rap pra todos que vivem nas camadas mais carentes do Brasil. Não discrimino e nem seleciono as pessoas. Até porque, segregação é coisa de nazista e dos monopolizadores da riqueza nacional. Acontece, que na conotação do inimigo, música para bandido, significa apologia ao crime, e isso definitivamente eu não faço. Não sou nenhum otário usado pelo sistema pra arrastar meus irmãos para a sepultura. De qualquer forma, esse rótulo preconceituoso, faz com que não tenhamos o espaço que deveria ser nosso por direito em todos os grandes veículos de comunicação de massa. Pra completar, poucos dentro do movimento primam pela ideologia, pelo crescimento e pela profissionalização. É inacreditável pra mim, como profundo admirador do Hip hop, constatar que no ano de 2009, século XXI, ainda não temos rádios oficiais especializadas, programas televisivos de grande audiência, locais adequados para a realização de eventos, que acomodem o nosso público tão sofrido de forma segura e confortável, e por fim, é mais do que absurdo, não termos nem equipamentos musicais compatíveis com o valor de nossa cultura. Citei apenas alguns dos inúmeros problemas que visualizo na parte empresarial e comercial. Relatei rapidamente alguns dos nossos erros, que nos fazem mesmo depois de quase três décadas de rap nacional continuar aprisionados no amadorismo. É impossível prosperar, sem saber administrar! Mas, nem só de defeitos vive a nossa cultura. Em relação à parte humana (a que mais me dá esperança na imortalidade do movimento) é visível e notório o crescimento intelectual e musical de diversos rapper´s. A mesma tecnologia que nos trouxe a pirataria, nos trouxe também a possibilidade de nos informamos via internet, de produzirmos ótimos trabalhos em nossas casas. Hoje o rap vive esse dilema; Temos uma pá de valores indiscutíveis, mas no entanto, sem gravadoras e sem mercado. Por isso, como disse antes, como profundo admirador, adepto e defensor ferrenho dessa cultura chamada Hip Hop, torço muito e atuo para que 2009 seja um ano melhor do que foram os anos passados, mas, não posso fazer nenhum prognóstico.
R.N.:Você tem medo do rumo que o rap nacional possa tomar no futuro? EDUARDO:Claro, que até uns anos atrás, eu vislumbrava um futuro bem mais próspero para o rap, do que aquele que se apresenta na nossa realidade musical atual. Mas, não temo o que virá pela frente, pois, o ser humano é muito capaz de se adaptar a situações adversas. Inclusive, essa foi à tônica da evolução das espécies, sobreviver e se adaptar ao meio ambiente, por mais desfavorável e implacável que ele se apresente. O que eu mais temo na cultura, por mais que eu seja partidário da liberdade de expressão, é a entrada e a proliferação de aventureiros. Daqueles mc´s de fim de semana, que fazem música por diversão (se podemos chamar de música), sem compromisso algum com os bairros invisíveis socialmente. Daquelas maquetes egocêntricas e mau acabadas de BIG e Tupac, que se preocupam apenas em fazer pose e cara de gangsta, sem mensurar a complexidade dos temas abordados e as conseqüências prejudiciais de suas palavras. Com uma letra eu posso salvar vidas ou posso devastar várias famílias. O microfone é uma arma e como toda arma deve ser portada e manuseada somente pelas pessoas que são preparadas.
R.N.:O que mudou na sua personalidade desde o seu inicio no rap até hoje? EDUARDO:O rap surgiu na minha vida quando eu ainda era um pré-adolescente, em plena formação física e mental. Imaturo, sem senso crítico e analítico, eu estava debutando na compreensão da engrenagem sórdida da sociedade. Nessa época, eu estava começando a entender o significado de palavras como; desrespeito, individualidade, ódio, racismo, tortura e exclusão. Eu era apenas mais um menino, reflexo dos garotos das favelas, que admirava e se espelhava nos criminosos que ascendiam socialmente através da arma e do sangue de terceiros. O contato com o rap representou inicialmente a minha salvação. É mais do que certo, que inevitavelmente eu seria do crime, pois sempre fui inconformado com a minha condição financeira, fruto das falcatruas da alta sociedade. Desde cedo, algo em relação a isso já me incomodava. Eu não sabia dizer com palavras o que era, mas já sentia; era a sede de justiça social em ebulição no meu corpo. Continuando. O rap me resgatou, mas, ao mesmo tempo me fez crescer mentalmente de forma precoce. Enquanto os moleques da quebrada estavam preocupados em jogar bola ou empinar pipa, eu já formulava minhas guerras pessoais para mudar o mundo. Eu já era completamente frustrado e infeliz, pois já compreendia que solidariedade, direitos humanos, direitos individuais, liberdade de ir e vir ou liberdade de expressão, não passavam de propaganda enganosa. Sem o rap, eu me enquadrava no ditado que diz: A ignorância é uma dádiva! Depois de algumas doses de informação, um homem de verdade não consegue ser feliz sabendo as verdades podres do mundo. Posso afirmar, que o rap me trouxe princípios morais sólidos incomuns para a faixa etária em que eu me apresentava. E infelizmente incomuns para a periferia. Antes do rap, eu nunca tinha discutido sobre a luta de classes ou sobre a necessidade de políticas afirmativas relacionadas à questão do cidadão negro. Nunca tinha ouvido falar se quer a respeito de auto-estima, amor próprio, coletividade, unidade, segregação racial e social, guerrilheiros, regimes tirânicos, democracia e revolução. Com o passar dos anos e com as muitas experiências de vida adquiridas, eu fui regando mais e mais essa semente plantada no meu cérebro, pra que eu pudesse colher bons frutos e dividi-los com o povo. A cada nova letra que eu escrevia, minhas opiniões e pontos de vista estavam mais lapidados e fortificados. Pra comprovar o que eu digo, basta o mano ouvir do primeiro cd que eu gravei até o último. Verá que há um grande aprimoramento ideológico. No primeiro disco por exemplo é flagrante que compus focado em problemas mais ligados ao meu bairro, a situações que ocorriam a minha volta. A minha grande preocupação como recém adolescente, era mostrar que eu também sabia falar gírias, que eu também era da rua, que eu também tomava enquadro, que eu também era vitima de preconceitos e que eu também era marginalizado. No meu caso, era até uma questão de sobrevivência musical provar tudo isso. Por ter a pele clara, mesmo sendo um mestiço com genes africanos como todos os brasileiros, eu sofria muita discriminação no cenário. Alguns manos no começo, nem acreditavam que as letras eram criadas por mim. Felizmente, não demorei muito pra perceber a importância do que eu tinha em minhas mãos e o tamanho da missão que o moleque do cortiço havia recebido do destino. Aprendi, que o rap transcendia o Eduardo, os meus manos, a minha quebrada, era mais do que municipal, estadual ou continental, era universal. A percepção da magnitude da grandeza desse estilo musical inigualável, deu contornos finais ao homem que eu sou hoje. O rap me educou, o rap me conscientizou, o rap abriu as portas para a cultura marginal, aquela que contém o livro que nenhum professor te indica, o rap formou a minha personalidade e o meu caráter, o rap desabrochou a minha ideologia, o rap trouxe essa gana sufocante de tentar revolucionar o nosso estado de escravo funcional a todo custo, nem que seja com a própria vida.Eu posso afirmar sem medo de errar, que a única escola que eu tive durante toda a minha existência foi o rap. Dos meus doze anos de idade até hoje, tudo que eu fiz na minha vida estava linkado de alguma forma ao Ritmo e a Poesia dos guetos. Não sei pro mundo, mas pra mim, rap e Eduardo são sinônimos.
R.N.:Qual foi o último livro que você leu? Qual livro você acha que toda pessoa deveria ler? EDUARDO:O último livro que eu li era a respeito de Karl Marx, se chamava o julgamento do século. Faz parte de uma coleção, onde vários personagens históricos, têm suas vidas profissionais e pessoais expostas para que o leitor possa fazer uma analise não só do mito, mas também do homem e tirar suas próprias conclusões. É bastante interessante. O trágico da história desse livro, não está em seu conteúdo e sim, na forma como ele veio parar em minhas mãos. Minhas filhas estudam na mesma escola. Uma escola publica no bairro do Grajaú, como se o rap permitisse o contrário. Nessa escola, tem uma biblioteca que deve estar em reforma a uns quatro anos. Por causa da reforma as crianças não podem ler. E o mais inacreditável, é que na biblioteca inoperante se encontram vários volumes de textos indigestos para os opressores. Que deveriam ser leitura obrigatória de todos às pessoas da periferia. De tanto as minhas filhas Duda e Gabriela insistirem que queriam ler, uma professora resolveu ajuda-las nessa perigosa empreitada. Então, de forma ilegal, ela traficou o livro de prateleiras empoeiradas direto pro interior da mochila de uma delas. O que possibilitou que o flagrante chegasse em minhas mãos. O foda é saber, que nem armas são criminalizadas dessa forma no ambiente escolar. Minhas filhas e a professora se fossem apanhadas provavelmente seriam torturadas e mortas por alguns gambés filhos da puta. É truta, não se espante, é só lembrar que durante a escravidão o homem negro que soubesse ler era morto. Informação é e sempre será proibida pro povo. Quem deve ter ficado muito espantado, deve ter sido o corpo docente da escola, quando minhas filhas reivindicaram o direito a posse de um livro. Eles devem ter se perguntado; Caralho! A onde foi que eu errei? Porque será que essas faveladas querem ler, se eu fiz de tudo pra que elas assistissem novela, programas de fofoca, ouvissem música sem ideologia e se contentassem em serem diaristas? Moral da história... Só um plano maquiavélico que objetiva a conservação, da imensa massa de manobra, explica a ação criminosa do Ministério da Educação, ao manter uma série de livros desperdiçados num depósito em detrimento de alunos que necessitam de informação e de acesso à história não oficial. Se o problema é o espaço físico, não seria simples leva-los as classes? Que burocracia estúpida é essa, que permite que crianças leiam apenas em determinado espaço. Será que se você não ler dentro de uma biblioteca, as informações não entram no seu cérebro? Isso, é só o aperitivo do ensino público que aprova alunos não por mérito, mas por freqüência escolar. Do ensino publico que dissemina o racismo, ensinando os alunos com material didático que exalta o europeu e inferioriza a ancestralidade africana e seus costumes. Do ensino público que aceita atitudes de discriminação. Crianças negras se tornam alvos de brincadeiras racistas, piadas racistas, atitudes racistas, e todos se omitem. Quando elas reclamam pros professores são aconselhadas a deixar pra lá, aceitar como se fosse natural ser colocado em situações vexatórias. Quando eu digo que temos que tomar o poder via congresso nacional, eu quero dizer que todos os dias os nossos filhos estão nas mãos dessas pessoas incapacitadas, que trabalham veementemente pra sua destruição. E alguns, marionetes dos boys, ainda falam que eu sou exagerado, que eu fantasio pra lucrar com o sangue, pra vender cd através da desgraça alheia. Será que é o Eduardo mesmo que lucra com o sangue derramado nas ruas? A respeito do livro que todas as pessoas deveriam ler, sem duvida nenhuma eu indico a biografia de Malcolm X. Lendo a história desse grande militante da causa negra, o leitor será capaz de perceber o quanto o acesso a leitura é transformador. Verá que não há vicio ou violência que resista a palavras num papel.
R.N.:Existem milhares de grupos de rap, espalhados pelo Brasil, que sonham em gravar um disco e fazer sucesso. Só que o sucesso chega para poucos. Qual recado você deixa para esses grupos? EDUARDO:O que eu posso dizer é o seguinte; irmão, se o teu sonho é ser o popstar que por intermédio da música compra carros do ano, jóias, apartamentos, come uma pá de mina e tem uma vida glamurosa, esquece, que o seu caminho não é o rap. Agora se o teu propósito é elevar o nível cultural e social da sua gente, se teu sonho é mudar radicalmente a vida das pessoas enclausuradas nos campos de extermínio e nos campos de trabalhos forçados, demoro, pode colar que o rap é o seu lugar. Quanto mais manos nós tivermos, com doses cavalares de indignação no peito e de amor e preocupação com o próximo, mais forte nós estaremos, como músicos, como pessoas e como movimento. É importante salientar que o rap não se limita aos cantores, o que eu falei vale para o grafiteiro, para o parceiro que expressa a sua arte através do break, da pichação, da palestra, dos livros, dos toca discos. Ou até mesmo pros manos que não se manifestam politicamente ou artisticamente, mas agraciam a nossa cultura com um comportamento exemplar, digno de verdadeiros seguidores da ideologia revolucionária. O hip hop é igual coração de mãe, sempre caberá mais um, desde que seja um gladiador que deseja colar na arena pra fortalecer a corrente, pra viver por uma causa e morrer por ela. Não é mais brincadeira de adolescentes preocupados em demonstrar para o mundo, quem vive no bairro mais violento. O rap exige muito mais responsabilidade e bom senso do que talento. Chega de assassinar nossa gente com nossos exemplos errados. Uma pá de truta, acha que eu bato mó sujeira com os parceiros que se drogam. Eu não sou nada e nem ninguém pra julgar ou condenar quem tenta amenizar seu cotidiano desesperador através de substâncias alucinógenas e psicotrópicas. Eu não fumo, não cheiro e não bebo, mas, se eu tivesse esses vícios não seria uma pessoa inferior a quem eu sou hoje. O caráter de uma pessoa, não se mede pela quantidade de baseados ou pelas gramas de cocaína que ela usa, e sim, pelos seus atos. Todos são livres pra fazerem o que bem entenderem. O que eu repudio é usar essa liberdade tóxica e letal na frente das crianças. Os manos que cometem esse erro, tem de lembrar, que os moleques muitas vezes, não tem bons exemplos em casa, pra confrontar com os maus e fazer um equilíbrio, uma compensação. Nunca podemos esquecer, que esses meninos e meninas, na maioria das vezes não tem um pai e uma mãe com um livro na mão, e sim com um litro. Muitos não têm uma referência positiva a seguir. Muitos nem os pais conhecem, são criados por avós. Em grande parte, não estamos lidando com pessoas que abrem a porta de casa e encontram uma família estruturada e esclarecida, que mantêm conversas francas sobre os estragos provocados pelas drogas licitas e ilícitas. Se você acha que não tem nada de mal em enriquecer ainda mais os donos das plantações de coca, de papoula, os empresários da InBev e a família Morris, firmeza! Mais deixa pelo menos as nossas crianças formarem seu cérebro racional pra decidirem a respeito do assunto. Aqueles que derrepente, acharem que as minhas palavras são exageradas, podem traduzir a música Better Dayz do Tupac, pra conferir que o que eu estou tentando expressar é apenas um pensamento universal, de todo o mano preocupado com a sua gente.
R.N.:As grandes mídias, principalmente emissoras de televisão, aos poucos vem utilizando o rap na programação. São personagens de novela, mini-séries, entrevistas, entre outras formas. Você acha que isso pode ajudar ou prejudicar o rap nacional? EDUARDO:Os benefícios ou prejuízos, dependem muito da maneira em que as pessoas em questão se portam, uma vez, imersos nesse espaço restrito, completamente proibido pra ideólogos. Corrupção moral na televisão é pleonasmo. Nos dias de hoje infelizmente, as portas são abertas apenas para os que querem se vender. Para os que querem reverberar as idéias embranquecidas dos inimigos. De qualquer forma, a nossa inclusão televisiva é mais do que tardia, afinal quem proporciona audiência para as emissoras é o povo carente de cultura. Quem consome os produtos anunciados nos comerciais somos nós. Então nada mais justo do que aqueles que sustentam esse mercado terem seus autênticos representantes na tela. Temos que lutar pra revertermos a injustiça e não pra sermos mais um no papel de escravo ou no papel de motorista. A representatividade do povo pobre fora das telas gira em torno dos 90%, então temos que brigar por essa quantia dentro dela. Eu não quero cota e nem esmola, eu quero o que é nosso por direito. Nós não estamos na Noruega, os brancos com olhos azuis representam uma parte ínfima da população, então, é obsceno que eles componham a parte majoritária dessa vertente da indústria do entretenimento. Cometemos o erro de abrir mão da tv muito cedo, antes mesmo de entender a sua importância. Fizemos o que o inimigo esperava, deixamos a tv pra ele. Pra que ele pudesse nos alienar, formar as nossas opiniões, crenças, religiões, para que ele nos transformasse em marionetes inanimados que não pensam. Apenas respiram, aceitam e sorriem, sem qualquer compreensão do que esta sendo empurrado goela a baixo, pelo portal maquiavélico acomodado na estante.
R.N.:O Brasil tem um presidente que nasceu pobre. O Estados Unidos um presidente que é negro. Isso significa poder para a minoria e melhora para o povo da periferia? EDUARDO:Tanto o Lula, quanto o Barack Obama, eram sonhos de nações devastadas pelo ódio racial e social, freqüentemente disseminado pelos opressores, na promoção das suas lutas de classes. O Lula era e ainda é, a representação em carne viva do retirante nordestino, expulso de sua terra pela seca, pela falta de reforma agrária e pelas políticas da República Velha, que tanto beneficiaram o sudeste. Como todo bom favelado, eu me senti representado ao ver um homem que se assemelhava a mim ocupando o cargo mais importante do país. Com o tempo aprendi uma dura lição. Não adianta ter um de nós no poder com uma estrutura burguesa. Não adianta esse um dos nossos chegar ao topo financiado com o dinheiro de sangue da classe rica. Nessa circunstância, o máximo que os donos do passe do homem escolhido como salvador da pátria, permitem, é que ele nos dê algumas esmolas assistencialistas. E isso, para nos manter doentiamente felizes. E isso, de preferência em anos eleitorais. O boy permitirá que recebamos R$ 50,00, se em contra partida mantivermos nossos filhos na escola com sistema de aprovação automática. Ele concede R$50,00, apenas com a certeza que em troca receberá mais alguns semi-analfabetos. Nos deixará ter a tv de 29 polegadas, o carro financiado, mas, nunca o acesso às faculdades e aos melhores empregos. Foi foda aprender essa lição! Como todos, eu acreditava que quem mandava no país era o presidente e não o Congresso Nacional. Esses equívocos fazem parte da educação autodidata. Todos favelados esperavam que suas condições miseráveis de vida seriam prioridades do governo federal. Duramente constataram, que a exemplo de todos os presidentes passados, o foco presidencial eram os banqueiros, os industriais, os grandes empresários, enfim os investidores da candidatura. Com o passar dos anos, ficou claro, que o crescimento nacional estava atrelado ao crescimento global. Enquanto os chineses viviam a sua expansão econômica e os norte-americanos consumiam, nós crescíamos. Veio a crise mundial e o sonho acabou. Resumindo, o governo do metalúrgico, líder sindical, revolucionário esquerdista, foi tão corrupto e incompetente como qualquer outro governo burguês. Mas, foi absolutamente válido, pois nos trouxe esse aprendizado; não precisamos apenas de um presidente oriundo da favela, precisamos junto com ele, também de senadores, deputados federais, governadores, prefeitos, deputados estaduais e vereadores. Precisamos ter o controle total da máquina pública.
No caso do Barack Obama, eu fiquei muito feliz com a sua escolha. Enxerguei sua vitória como uma espécie de vingança das minorias discriminadas contra a praga do racismo. Uma desforra das nações subdesenvolvidas do planeta ao modelo branco europeu norte-americano. Foi um acontecimento histórico e inacreditável. Digno de um longa metragem, ainda mais, por ter ocorrido em um dos países mais preconceituosos do mundo. Não posso precisar, que se trata de um primeiro passo em direção a uma nova era, mas, é muito importante termos mais esse modelo de superação e conquista para nos espelharmos. A história de Obama é a prova de que podemos, se quisermos. Não vou mentir, eu tenho uma satisfação imensa ao pensar nos filhos da puta da Ku Klux Klan, nos cavaleiros da camélia branca e outros adoradores de Hitler sendo governados por um homem negro, filho de um queniano e de sobrenome árabe. Igual a todos no Brasil, eu cresci importando as histórias made in USA. Cresci cultuando ídolos como Malcolm X, Martin Luther King, panteras negras, Rosa Parks, etc. As lutas dessas pessoas pela igualdade racial, pelos direitos civis e o fim das leis segregacionistas, se tornaram lutas planetárias. Adotamos o desejo de liberdade do afro-americano e seu sonho de ver um homem não branco no posto mais cobiçado do planeta. Sendo assim, no dia que o Barack Obama discursou como o 44º presidente americano e 1º presidente negro da história sangrenta dos Estados Unidos, acredito que cada pessoa do mundo, que já foi vitima da omissão estatal ou de ações repressivas e discriminatórias governamentais, estava em espírito ao seu lado. Mas, de qualquer forma, é bom deixar uma coisa clara, o lucro que teremos com a vitória de Obama, na minha opinião, virá da força do exemplo. Como os americanos ditam as tendências globais, é certo que muitos copiaram a nova ordem. Alguns racistas a partir deste momento devem ter passado a pensar; se um negro é capaz de comandar o país mais importante da terra porque não ocupar cargos de alto escalão. Porque não exercer funções de controle, de responsabilidade e de grandes decisões? Agora, eu creio que não podemos nos iludir que a Obamania mudará a vida dos afro-brasileiros nos morros e nas periferias. O fim do apartheid na África do sul e a eleição de Mandela pra mim foram mais significativos, e mesmo assim não tiveram tal êxito. È um erro na minha visão pensarmos que a partir de agora os problemas de outros povos serão tratados como problemas da Casa Branca. A política capitalista norte-americana consiste apenas numa coisa; manter a hegemonia planetária. Barack Obama não foi eleito para mudar o fanatismo local por poder ou para abrir mão da supremacia. Os americanos, para manter o status de potência militar, econômica, tecnológica e industrial, assim como na era Bush, continuarão financiando guerras, ditaduras, tiranos, pilhando povos, usurpando riquezas e dizimando milhares de opositores.
R.N.:O sistema carcerário está super lotado. As ações em segurança pública são um verdadeiro fracasso. O governo e a sociedade investem mais no combate à violência do que em educação. Na sua opinião, porque as ações do governo não surtem efeito? O que precisa ser feito para reverter esse quadro? EDUARDO:Creio que na formulação de sua pergunta já foi dada a resposta. Não precisamos de mais arsenais bélicos, de mais celas de segurança máxima e de mais tropas de homicidas carniceiros, precisamos de arsenais de livros, classes de excelência máxima e de tropas de professores por vocação. Digo por vocação, porque aqui, é bastante comum, as pessoas se tornarem educadores porque o magistério é um dos cursos universitários mais baratos. No Brasil, existe uma grande deturpação do termo; investimento social. Políticas sociais, significam apenas manutenção da ordem através do uso da força. Os gestores do dinheiro público, nunca tiveram o crescimento cultural e financeiro do povo como prioridades. A meta pessoal das amebas governistas, sempre foi usar os cargos que ocupam como balcões de negócios. Não é por acaso, que somos um dos países mais corruptos do mundo! Esses psicopatas, não subiram em palanques e mendigaram votos, com a singela intenção de diminuir as estáticas de violência através de ações humanitárias. O jargão; “MEU POVO”, que usam nas campanhas eleitorais, não incluem os habitantes das favelas. A única diferença que fazemos vivos ou mortos, é que, quando vivos estamos dentro das estáticas da miséria, e quando mortos, dentro das estatísticas dos assassinados. As mãos que os alimentam, não se importam com as lágrimas das áreas carentes, ao contrário, exigem medidas de segurança que produzam limpezas étnicas e sociais, justamente nesses pontos geográficos. Não querem uma sociedade pacifica, querem que os moradores dos condomínios de alto padrão tenham uma vida tranqüila. Desta forma, explica-se porque ao invés de tentarem alcançar a paz, por meio da geração de condições básicas de subsistência digna para todos, (o que seria no mínimo mais inteligente) os políticos insistem em abolir a criminalidade, acuando cidadãos pobres em senzalas modernas. Insistem em abolir a criminalidade, aprisionando em masmorras ou eliminando aqueles que se opõem às regras do jogo. Concluindo; estamos sendo afogados num dilúvio de sangue porque os três setores; governo, empresas privadas e sociedade civil burguesa, preferem investir em repressão, em violência e não em educação. Claro, que existem ações mais imediatistas que devem ser postas em prática antes de aculturação total da nação. Você não pode matar a fome daquele que está faminto com um livro didático ou de auto-ajuda. Nem dar um caderno pra um desabrigado e esperar que ele o use como telhado para se proteger da tempestade. Só que é o seguinte; mesmo que seja sanado o déficit habitacional e mesmo que todas as crianças com inanição sejam alimentadas, sem educação, nunca deixaremos nosso estado de país subdesenvolvido do 3º mundo. E porque será que nos privam da educação se ela representa o progresso da população de forma generalizada? Burrice? Negativo! È bíblico, nem Deus quis dividir o conhecimento. Por tanto conhecimento significa poder, significa ser o Deus de seu mundinho. Ninguém quer dividir o poder. Educação representa; eleitores que sabem votar e cobrar. Educação representa; pessoas que não se submetem às ações estatais arbitrárias pacificamente. Educação representa; protesto, reivindicações e busca desenfreada pela cidadania. O atual quadro social, é mais do que conveniente para esses sádicos tirânicos. O povo conhece os seus deveres e obrigações, mas, desconhece inteiramente os seus direitos. O povo se quer sente a necessidade de ter representantes genuínos na política. A educação criminosa, nos doutrinou desde cedo a crer que política é coisa de boy. Somos apolíticos sem compreendermos a necessidade da politização. Fomos educados, adestrados e manipulados, para sermos escravos funcionais. Para sermos a mão de obra da linha de produção do inimigo. O Brasil está condenado ao fracasso, porque, um país só cresce, quando investe no seu povo, do mais pobre ao mais rico. Um povo beneficiado por políticas públicas, que visam alcançar a justiça social não lota presídios ou cemitérios. Enquanto caminharmos contra essa lógica primária, viveremos eternamente em combate. Atualmente, não há planos governamentais de inclusão. O sistema carcerário é pautado na vingança social, não existe para com o preso, o desejo da sociedade em relação a sua ressocialização. O preso que se regenera o fez, não pelo o Estado, o fez apesar do Estado. As favelas são criminalizadas, mesmo tendo comprovadamente apenas 1% de sua população na criminalidade, e isso, para que as ações de extermínio nos morros e bairros periféricos sejam legitimadas e aceitas. Crianças, que poderiam no futuro concretizar o sonho nacional de potência mundial, estão abandonadas nas ruas, estão fumando crack em plena luz do dia, estão engravidando e gerando a próxima geração de abandonados. Esses são apenas alguns exemplos que demonstram a falta de vontade política dos porcos que estão no poder, dizendo que representam nossos interesses. Não é interessante para o playboy educar seus adversários. É mais lucrativo mantê-los calmos a base de quilos de pólvora, esperando o milagre que os pastores e padres em troca de algumas oferendas, dizem que Deus um dia nos enviará. Concluindo, para modificar a atual conjuntura genocida, precisamos de homens públicos que coloquem a educação das escolas dos bairros pobres como primeiro item da lista de emergências.
R.N.:Qual o foco das suas letras? Quando você escreve que tipo de mensagem tenta passar para o público? EDUARDO:O foco das minhas letras é o povo da periferia e a injustiça social que assola a todos nós. A mensagem que tento transmitir aos que me ouvem; é que esta mais do que na hora de abolirmos o conformismo, a alegria burra e o pacifismo pré-fabricado por nossos tutores. Chega de nos contentarmos em manusear vassouras e pistolas. Quero que os meus manos desejem o topo, o alto escalão, das empresas e dos poderes públicos. Mas, que desejem tudo isso, compreendendo que podem. Desde o berçário nos adestraram para entender que o nosso lugar é na cozinha. Negativo! Meu rap tenta ser a borracha que apaga essa maldita lenda urbana. Esse folclore estúpido. Ser controlado não é nosso estado natural como seres humanos. Não existe supremacia branca ou burguesa. Não carregamos genes de inferioridade. Não somos as presas da cadeia alimentar. Não viemos ao mundo para servir o patrão branco. Somos a maioria e devemos nos portar como tal. A revolta deve estar obrigatoriamente em nosso dia a dia, no trabalho, na escola, nos momentos de diversão, nos momentos de reflexão e nos momentos raros de alegria. Nos ensinaram, que o homem contente é inteligente e que o revoltado e revolucionário é violento e inconseqüente. Por enquanto, eu posso provar que uma legião de robôs feliz produz apenas aquilo que a classe AAA deseja. Os que me criticam não podem afirmar quais seriam as conseqüências da nação de inconformados que eu tanto sonho em ver.
R.N.:Fale sobre a importância do Portal Rap Nacional, e agora da Revista Rap Nacional, para o fortalecimento do movimento. EDUARDO:O Portal Rap Nacional, assim como a Revista Rap Nacional, são ferramentas de suma importância para a difusão da verdadeira ideologia da cultura Hip Hop. São peças fundamentais, para compor o cordão de resistência contra a ditadura burguesa em relação à informação. Como todos os verdadeiros rapper´s que estão nas trincheiras, tanto o site, quanto a revista, tem a missão fundamental, não, de formar opiniões, mas de criar cidadãos pensantes, livres para que eles sim, formem seus conceitos e idéias a respeito da sociedade tirânica e racista, chamada de Estado Democrático de Direito, a qual, eles infelizmente são pertencentes. Somos negros, somos brancos, somos mestiços, somos favelados, somos periféricos, não podemos renegar nossas raízes, não podemos renegar a nossa luta. Parabéns ao Portal e Revista Rap Nacional e a todos os guerreiros e guerreiras, que fazem parte desse exército de excluídos sociais, que através da inteligência, criatividade e perseverança se auto incluíram num movimento chamado Hip Hop. Paz a todos que mesmo sob as balas da policia e as criticas das marionetes dos playboys, tremulam com coragem essa bandeira. Tenha certeza irmão e irmã, você é a continuação de Gandhi, de Malcolm X, de Oscar Schindler e de tantos outros, que fizeram as bestas de suas épocas dobrarem os joelhos com seus atos de bravura em pró da humanidade.
Eis um novo dia.
É chegado o dia da redenção
Em forma de revolução sonora.
Viemos para nos vingar
Pelo que de nós fora usurpado
Em tempos de outrora.
Os medrosos caíram por terra,
Desistiram de labutar um sonho
Longínquo de uma nova era.
Mas os corajosos ainda querem guerra!
Os corajosos não deixarão
O brilho de um novo dia
Cair por terra.
É preciso encher o peito de coragem,
Exigir mudança e partir rumo
A evolução da humanidade.
Chega de egocentrismo,
Nazismo e capitalismo;
Viemos para anunciar
A nova era do evolucionismo!
Não somos mais homens de Neanderthal,
Somos sim, guerreiros de uma nova
Safra do grande, e mágico rap nacional
Rap esse que precisa
Respirar novos ares,
Ver outros lugares,
Galgando sempre
A aquisição de novos lares.
Precisamos de novos guerreiros
Que lutem incondicionalmente
Pela inovação da musicalidade.
Não mais serão aceitos
Usurpadores de ideais,
Pois os ideais serão reais
E serão cantados
Pelos que, nesse mundo,
Ainda são leais.
Os que antes só falavam,
Hoje se silenciarão
E ouviram atentamente
O som estridente dos que antes só ouviam.
Sejam muito bem – vindos
A o início de uma nova era.
Novos gladiadores.
Seja bem – vindo a um novo tempo.
Um tempo em que novos tons
Iram colorir a velha aquarela.
Quebre as algemas da mente e liberte-se
Para o INÍCIO DE UMA NOVA ERA.
Brindemos a inovação;
É chegada a hora da evolução da rima
Em forma de revolução.
Dai ao ontem o que é de ontem,
E dai ao hoje a emoção
De novos guerreiros.
E que no futuro,
Sejam ávidos
Os contemporâneos
E herdeiros desse novo
Celeiro do rap brasileiro.
É tempo de mudança,
É preciso agir como adulto,
E não mais como criança.
O sol de um novo dia há de raiar,
Um novo horizonte irá brilhar
Sobre as sombras do velho luar.
Lobos irão uivar novas canções,
Leões irão rugir com mais intensidade.
Uma nova selva irá nascer
Com muito mais ferocidade.
Serão abolidos os museus de novidades;
Falsos artistas serão caçados
E extintos da nova humanidade.
Prepare-se para um novo show!
Esqueça as regras de outrora,
Pois é chegada a grande hora.
Os tambores anunciam
Que os gladiadores estão na arena,
Não adianta mais correr.
O INÍCIO DE UMA NOVA ERA
Entrou em cena.
Autor: Brunorico – Mundo do Rap.
VANGUARDA DO RAP NACIONAL
SALVE IRMÃOS E IRMÃS ESPELHADOS , HOJE DIA 20 DE JULHO DE 2009 A DATA MAIS ESPERADA PELO GUETO E PERIFERIA DO BRASIL . O RAP NACIONAL ESTÁ CADA VEZ MAIS FORTE . A MIX TAPE ESTÁ Á PRONTA E COLOCAREI O DOWNLOAD AQUI EM BREVE . O INÍCIO DE UMA NOVA ERA .VANGUARDA DO RAP NACIONAL PEDIU O APOIO , O THIAGO BACTÉRIA SIMPLESMENTE DEU O SINAL VERDE PARA O BOMBARDEIO DO RAP NACIONAL CONTRA O SISTEMA QUE NOS MASSACRA Á CADA DIA E M TODOS OS LUGARES DO BRASIL . AÊ SISTEMA PRA QUEM ACHOU QUE O RAP ESTAVA MORTO , OLHA A NOSSA RECUPERAÇÃO COM RAJADA VERBAL COM MUITA INFORMAÇÃO E ALVOS CERTEIROS . VANGUARDA DO RAP NACIONAL E BACTÉRIA 2009 APRESENTAM .........
O rapper Eduardo concedeu uma entrevista para o site rap da hora, nosso colaborador Thiago Bactéria FC transcreveu a entrevista. As questões foram elaboradas por membros de comunidades do orkut de fãs do grupo. Leia abaixo na integra.
Rap da Hora: Você citou recentemente que pretende fazer alguns trabalhos solos , seria o fim do facção Central ? E referente a esse trabalho , é possível que saia um CD solo do Eduardo ?
Eduardo: Tenho vários projetos em mente , mas uma coisa é dependente da outra , da mesma forma que eu to querendo fazer trabalho musicais ,to com trabalho literário praticamente pronto
O Erick 12 fez um som juntamente com o Hórus e nesse som ele fala muita coisa que lida sua saida do Facção Central , o que você acha dessas indiretas mano ? Tendo em vista que você citou em uma entrevista , que ele saiu por excesso de trabalho .
Eduardo: Mano o que eu posso dizer que só lido com direta , indireta não falo nada á respeito só falo a respeito de diretas , quem tem alguma coisa pra falar é só chegar e falar .
Eduardo , qual show marcou a vida do Facção Central ao longo dessa caminhada ?
Eduardo: Complicado , é vários shows nordeste é muito receptivo , Curitiba , Minas Gerais , é complicado cada show , isso depende de numero de publico , expectadores , as vezes você faz um show que tem 200 pessoas , mas o calor humano foi muito maior que show que tem 6 mil , 7 mil , 10 mil , é complicado dizer . Cada show é uma surpresa , o de hoje mesmo foi muito louco , entendeu ? O publico cantando do começo do show até a ultima musica na mó sintonia , entendeu ? O publico vibrante , complicado .
Alguns rappers respeitados , como o Aliado -G , ingressaram no ramo da politica e continuam passando as mensagens em seus rap´s , Eduardo existe a possibilidade de você um dia ocupar um cargo politico ? Se não , qual a sua visão sobre esses que estão no meio ?
Eduardo: Não a politica faz parte da nossa vida . nem sonho virar politico se a gente não tiver o nosso próprio representante , jamais vamos mudar o quadro , jamais vai mudar o jogo , entendeu ? Quem é ... quem que vai atender o interesse da favela ? Um representante autêntico da favela , é um cara que nasceu , que pisou na periferia , que vive , que convive com os problemas que atinge a favela , periferia a todo dia , a todo momento , então nada mais mais indicado como um rapper, Entendeu ? Eu não ficasse numa possibilidade , eu tinha .... Quando eu comecei no rap eu tinha um outro tipo de pensamento , hoje eu já entendo que o rap é a musica da revolução , precisa de algumas ferramentas e dominar a politica é essencial e no futuro quem sabe sim , der repente ta chegando num cargo politico sim , por quê faz parte , se a gente não buscar o que o nosso direito , não adianta esperar o playboy ter um curso de alto nivel e vai resolver revolucionar a vida do morador da periferia , por quê isso não vai acontecer .
Você tem algum receio de seu ouvintes não compreender as suas mensagens ? Já que nem todos tem acesso tão fácil a determinada interpretação ?
Eduardo: Claro , claro ! Pode ser por exemplo , a censura do Isto Aqui é uma Guerra , foi um alerta entendeu ? O que eu aprendi com aquilo ? Tenho quer ser mais explicito na hora de escrever , mais detalhista entendeu ? Tenho que deixar de maneira mais compreensivo , por quê tem varias pessoas , vários cérebros , vários manos consumindo ,então der repente , um entende , outro não entendi e a ultima coisa que você quer quando você escreve uma letra é que tenha dupla interpretação é que abra margem para que o playboy distorça para que o inimigo entendeu ? Invente uma história que acabe causando aquilo que ele esta algemando entendeu ? Então tenho essa preocupação todo mundo interprete , claro eu não sou perfeito entendeu ? Tento escrever da melhor maneira possível , tento ser mais claro possível , mas não sou perfeito , como todo mundo acontece um erro ou outro entendeu ? Tipo assim o que eu quero dizer com isso é que der repente um mano ou outro que não entendeu , não é só culpa desse mano , é culpa minha também que não consegui ser tão abrangente naquilo que quis passar pra ele entendeu ?
Eduardo , em questão de trabalho novo , você pode adiantar alguma coisa pra galera ?
Eduardo: O que eu adiantar é o livro que eu to escrevendo entendeu ? O livro é uma continua.. não diria uma continuação do rap , é meu pensamento de uma forma mais explicita , minha filosofia , minha ideologia , mas dentro do livro existe ela acontece mais abrangente , mais explicita , por quê o rap infelizmente o rap não esta dentro do entrendimento você tem que limitar informação dentro do compasso , dentro da musicalidade isso faz com o que você não consiga passar tudo que você quer de uma maniera que você quer entendeu ? Da maneira que você deseja e abre procedente como você falou , uma mal interpretação . O livro não , o livro é frio uma pagina branca , escrito em preto , testo conhecimento , fala de musica entendeu ? Normalmente ninguém fuma , ninguém cheira para ler um livro , entendeu ? Então tudo mundo cola ali , entendeu ? pra ler o bagulho na humildade e a intenção do livro é essa aê .
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